RÁDIO NOVO TEMPO PROFESSOR SOUZA
ESCOLA SABATINA • JOVENS • LIÇÃO 6
TÍTULO OFICIAL DA LIÇÃO
Os escritos proféticos
ESTUDO AUTORAL DA RÁDIO
A coragem de fazer a Palavra chegar
Jeremias, Baruque e o chamado para ouvir com honestidade e servir sem disputar o centro.
31 de outubro a 6 de novembro de 2026
Este suplemento autoral acompanha a lição oficial. O mapa e a síntese apresentam a fonte; as seções identificam o desenvolvimento bíblico e as aplicações editoriais. Roteiro, plano de classe, perguntas, desafio e oração foram preparados para esta edição.
DADOS CONFERIDOS DA SEMANA
Trimestre: Profetas: Natureza e propósito do dom de profecia.
Título original: The Prophetic Writings.
Recapitulação: sábado, 7 de novembro de 2026.
Texto-chave oficial: Jeremias 36:1–19.
Memorização sugerida neste estudo: Jeremias 36:3. O inVerse convida a escolher uma passagem de Jeremias 36:1–19; não fixa esse verso como obrigatório.
Calendário digital inVerse: 1º a 7 de novembro, de domingo a sábado. O período impresso da CPB é 31 de outubro a 6 de novembro. O roteiro editorial abaixo segue os dias do calendário digital.
Mapa dos eixos da lição
Síntese de fonte. Os títulos abaixo identificam a organização oficial; as leituras indicadas situam os eixos desenvolvidos neste suplemento.
01/11 • comTEXTO — Gêneros e estilos literários
Jr 36:1–3; advertência orientada ao perdão
02/11 • comPREENDA — Assistentes literários
Jr 36:4–10; responsabilidade de Baruque
03/11 • comENTE — Fontes literárias
Ec 12:9–10; Lc 1:1–4; seleção e diligência
04/11 • comPARE — Inspiração
Mt 12:1–8; ler o precedente e compreender misericórdia
05/11 • comPARTILHE — Tesouro em vasos de barro
2Co 4:5–12; serviço humilde e limitações
06/11 • comSENSO — Os escritos de Ellen White
processo literário e estudo da Bíblia; FE cap.15
07/11 • comUNIDADE — Entre trends e verdades eternas
Jr 15:16; leitura assimilada e discussão. Texto de Jeder Zukovski na CPB
A seção comUNIDADE da CPB traz “Entre trends e verdades eternas”, de Jeder Zukovski. Sua posição no mapa corresponde ao encontro de recapitulação; não altera as datas impressas na abertura da lição.
SÍNTESE DA LIÇÃO
A unidade parte de Jeremias 36:1–19 para examinar escritos, colaboradores e fontes, chegando ao cuidado com a leitura e à experiência literária de Ellen White. A reflexão editorial acompanha quem ajuda a mensagem a circular e a resposta que seu propósito de perdão pede ao ouvinte.
O trabalho de quem não aparece na capa
Há pessoas que tornam uma mensagem possível sem que seus nomes sejam lembrados quando ela é apresentada. Alguém prepara o som, revisa uma transcrição, organiza uma sala, acompanha um visitante ou lê para quem não consegue enxergar as letras. Quando tudo funciona, esse trabalho quase desaparece. Mas experimente imaginar a comunidade sem ele.
Jeremias 36 nos leva aos bastidores de uma mensagem profética. Encontramos um profeta impedido de entrar no templo, um escriba que registra e lê, um ouvinte que conta o que escutou e autoridades que pedem uma nova leitura. A Palavra percorre esse caminho por meio de decisões reais. Servir ao que Deus diz envolve pessoas, competências, coragem e responsabilidade.
Para quem está descobrindo seu lugar na igreja, a narrativa oferece uma pergunta melhor que “Quando vão reconhecer meu talento?”. Podemos perguntar: “Que parte desse caminho precisa do serviço que posso oferecer?”. A resposta não elimina nossa necessidade de pertencimento. Ela a coloca dentro de uma missão cujo centro é o Senhor, que deseja alcançar pessoas e abrir espaço para o arrependimento.
1. A advertência abre uma oportunidade
Exegese e contexto bíblico. O capítulo começa no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá. Deus manda Jeremias reunir num rolo as palavras que havia comunicado desde os dias de Josias. O texto não apresenta uma impressão improvisada para gerar uma reação imediata. Existe uma história de mensagens, resistência e oportunidades de retorno.
O verso 3 declara o propósito: que o povo ouça o anúncio da calamidade, abandone seu caminho mau e receba perdão. O perigo é sério, mas a possibilidade de perdão está no próprio motivo da escrita. Uma leitura que só procura ameaça deixa de ouvir a intenção que Deus anuncia. Uma leitura que ignora a advertência também perde algo essencial: Judá precisava reconhecer sua infidelidade e mudar de direção.
No verso 9, a leitura pública acontece no quinto ano de Jeoaquim, durante um jejum. A diferença entre as datas do início e da leitura mostra um processo que atravessou tempo, preparação e circunstâncias. A narrativa não diz que tudo foi escrito, organizado e recebido num único impulso. A fidelidade de Jeremias e Baruque inclui persistência.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Pense numa situação hipotética: alguém usa uma frase bíblica para exigir que um amigo tome imediatamente determinada decisão profissional, afirmando que qualquer hesitação seria desobediência. Jeremias 36:3 não autoriza esse controle. Deus chama ao arrependimento de caminhos maus; o comunicador não recebe poder para transformar suas preferências em ordens divinas. Antes de aconselhar, é necessário mostrar a ligação entre o texto, a questão moral e a decisão realmente em discussão.
2. Baruque participa sem assumir o lugar de Jeremias
Exegese e contexto bíblico. Nos versos 4 a 8, Jeremias dita, Baruque escreve e recebe a tarefa de ler no templo. Jeremias afirma estar impedido de entrar ali; a passagem não detalha nesse ponto todas as circunstâncias desse impedimento. O importante para a narrativa é que a dificuldade do profeta não encerra a comunicação. Outro participante assume uma tarefa que pode realizar.
Baruque não aparece como uma pessoa descartável. Sua escrita precisa registrar fielmente a mensagem, sua voz a torna audível e sua disponibilidade a leva a um ambiente de exposição pública. Ao mesmo tempo, ele não substitui a palavra recebida por Jeremias por um conteúdo que considere mais conveniente. Seu serviço possui iniciativa e limites: ele participa ativamente sem se tornar dono da revelação.
Os versos 17 e 18 confirmam essa relação quando as autoridades perguntam como o rolo foi produzido. Baruque explica o procedimento: Jeremias falou e ele escreveu com tinta. A narrativa permite conhecer o trabalho realizado. Não há necessidade de esconder a colaboração para preservar a origem divina da mensagem.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Imagine um voluntário responsável por transcrever estudos para uma pessoa com deficiência auditiva. Seu nome não aparece no anúncio do programa. Isso pode ser frustrante, e a equipe deve reconhecer o serviço com justiça. Ainda assim, o valor da tarefa não depende do destaque recebido. Há alguém que só poderá acompanhar a mensagem porque esse trabalho foi feito com atenção. Pertencer ao corpo de Cristo inclui ter uma contribuição real, mesmo quando a função não recebe o microfone.
3. A escuta também é uma forma de responsabilidade
Exegese e contexto bíblico. Micaías ouve as palavras e vai comunicá-las às autoridades, conforme Jeremias 36:11–13. Estas enviam alguém para buscar Baruque e pedem que ele se sente e leia. O movimento é significativo: a mensagem não se limita à impressão de um único ouvinte. Ela é novamente exposta para que outras pessoas a escutem.
O temor descrito no verso 16 indica que perceberam a gravidade do conteúdo. Em seguida, perguntam sobre sua produção. Ouvir com seriedade e investigar a procedência não aparecem como atitudes incompatíveis. A disposição de examinar uma mensagem pode fazer parte do respeito que lhe é devido.
A narrativa também revela um limite: ter acesso, sentir impacto e reconhecer seriedade não garantem, por si mesmos, uma resposta fiel. A continuação do capítulo mostrará o rei queimando o rolo. Esse episódio posterior não pertence ao recorte principal da semana, Jeremias 36:1–19, mas ajuda a perceber o contraste entre escutar e tentar eliminar uma palavra incômoda. É possível conhecer o conteúdo e ainda recusar sua autoridade.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Ao receber uma orientação bíblica que toca num assunto sensível, experimente resumir o que entendeu e pedir à outra pessoa que confira se você a ouviu corretamente. Depois volte à passagem. Isso não obriga ninguém a aceitar uma aplicação inadequada. Cria espaço para distinguir a mensagem, a interpretação oferecida e nossa reação emocional. Às vezes discordamos do que foi realmente dito; outras vezes estamos respondendo a uma versão que nossa defesa construiu.
4. Diligência intelectual é um serviço à verdade
Exegese e contexto bíblico. A lição apresenta o trabalho com fontes literárias. Eclesiastes 12:9–10 descreve o sábio ponderando, investigando e organizando provérbios, além de procurar palavras adequadas e verdadeiras. Os verbos indicam esforço. A sabedoria comunicada possui forma trabalhada; o cuidado com a expressão faz parte de seu serviço aos ouvintes.
Lucas 1:1–4 oferece outro exemplo. O autor menciona testemunhas, relatos e investigação, e explicita seu propósito de ajudar Teófilo a conhecer a segurança do ensino recebido. O texto não coloca a inspiração contra a pesquisa. A direção do Espírito inclui o emprego responsável das capacidades humanas. Para quem estuda, escreve ou ensina, existe aqui uma razão espiritual para não tratar a preparação como detalhe dispensável.
Também precisamos respeitar os limites de uma fonte. Judas 14–15 utiliza material relacionado a uma tradição encontrada em 1 Enoque. Isso não transforma toda a obra em Escritura nem dispensa examinar o que Judas está afirmando em sua própria carta. Uma ideia pode ser citada num argumento sem que todas as ideias de seu autor sejam aceitas.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Num trabalho de comunicação da igreja, separe três tarefas: identificar a afirmação que será apresentada, localizar seu fundamento e explicar por que esse fundamento sustenta a conclusão. Dê crédito a quem produziu o material utilizado. Se a ligação não puder ser demonstrada, revise a afirmação. A beleza da apresentação ajuda a leitura, mas não faz o trabalho de verificar a verdade do que foi escrito.
5. A forma de uma mensagem faz diferença
Exegese e contexto bíblico. A Bíblia reúne narrativas, poemas, cartas, leis e visões, entre outras formas. Jeremias 36 conta um acontecimento, descrevendo quem age e como a mensagem circula. Jeremias 2:13, por sua vez, denuncia a troca do Senhor por falsas seguranças mediante a imagem de uma fonte abandonada e reservatórios quebrados. Ambas as passagens comunicam a verdade de Deus, mas pedem operações de leitura diferentes.
Na narrativa, acompanhamos ações, motivações declaradas e consequências. Na imagem poética, examinamos a comparação e a denúncia que ela torna visível. Se transformarmos cada detalhe figurado num código secreto, poderemos perder o argumento. Se reduzirmos o relato a uma coleção de símbolos, deixaremos de ouvir sua história. Respeitar a forma é respeitar o modo como a mensagem decidiu chegar.
Mateus 12:1–8 aprofunda o assunto ao registrar a resposta de Jesus à acusação contra os discípulos. Ele remete seus interlocutores ao que está escrito sobre Davi e sobre o serviço dos sacerdotes, e traz a misericórdia para o centro da compreensão. O problema dos acusadores não era a ausência de textos conhecidos, mas o uso que faziam deles para condenar quem não deveria ser condenado.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Jesus não apresenta ali uma autorização para ignorar o sábado; Ele reivindica autoridade sobre ele e corrige uma interpretação que perde a misericórdia. Quando você ajuda alguém a compreender uma orientação bíblica, verifique se sua explicação preserva a finalidade do mandamento e o caráter do Senhor que o deu. A precisão bíblica não se mede pela dureza do tom nem pela quantidade de pessoas que conseguimos constranger.
6. Coragem cristã também sabe proteger
Exegese e contexto bíblico. Jeremias 36:19 registra a orientação para que Baruque e Jeremias se escondam e não divulguem onde estão. As mesmas autoridades que reconheceram a gravidade da mensagem perceberam o risco para seus portadores. A prudência não exige retirar o que foi dito. Procura preservar pessoas ameaçadas pela reação que a verdade pode provocar.
Isso nos ajuda a distinguir coragem de exposição desnecessária. O texto não oferece uma receita universal sobre quando falar publicamente ou permanecer em silêncio. Mostra, porém, que fidelidade e proteção podem conviver. Não cabe exigir que outra pessoa corra um risco apenas para provar que sua fé é intensa.
Em 2 Coríntios 4:5–12, Paulo apresenta a proclamação de Cristo ao lado da fraqueza e do sofrimento de seus mensageiros. O poder pertence a Deus; os servos não são invulneráveis. A imagem dos vasos de barro não diminui a preciosidade do evangelho. Ela impede que o portador seja confundido com a fonte da vida que anuncia.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Antes de compartilhar um pedido de oração, uma história de conversão ou uma dificuldade de um colega, obtenha consentimento para o conteúdo e o alcance da divulgação. Às vezes o serviço mais fiel é uma conversa reservada ou o encaminhamento a uma pessoa preparada para ajudar. A missão não exige usar a intimidade alheia como prova de impacto. Proteger o próximo pode ser parte da coragem necessária para servir a Cristo.
7. Ellen White: estudar para responder ao Salvador
ELLEN G. WHITE • CONTEXTO E FONTE
Contribuição de fonte — paráfrase editorial do original inglês. A edição de jovens recomenda o capítulo 15 de Fundamentos da Educação Cristã. No texto correspondente de Fundamentals of Christian Education, páginas 123–128, Ellen White combate a espera passiva por uma intervenção extraordinária quando Deus já oferece meios de aprender e agir. Ela relaciona o estudo perseverante à obediência e, no desenvolvimento do argumento, à graça de Cristo e à redenção realizada por Ele. O capítulo termina convidando ao serviço e à apresentação da Palavra a outras pessoas. Sua fonte original é a Review and Herald de 17 de julho de 1888, identificada no próprio capítulo.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Esse conselho não promete que a fé eliminará toda dificuldade intelectual, nem transforma o estudo num modo de comprar a aceitação divina. Ele pergunta como respondemos ao Salvador que nos alcançou. Há recursos disponíveis que ainda não usamos? Existe uma tarefa possível que adiamos enquanto esperamos sentir uma disposição perfeita? A resposta pode ser pequena e verificável: concluir a leitura combinada, formular uma dúvida com precisão ou preparar um material acessível para alguém.
A seção de sexta-feira da revista também examina o processo de escrita de Ellen White e o auxílio de colaboradores. Conhecer esse trabalho impede uma expectativa de produção sem participação humana. Como adventistas, reconhecemos seu ministério profético e mantemos a Bíblia como padrão de avaliação da experiência e do ensino. O estudo cuidadoso desse legado precisa conduzir a Jesus e às Escrituras, preservando a diferença entre o texto de uma autora e os comentários que fazemos sobre ele.
8. Fazer chegar sem tentar controlar a resposta
Síntese teológica e aplicação editorial. Em Jeremias 36, a iniciativa divina está a serviço de um retorno possível. O chamado revela um Deus que confronta o pecado enquanto oferece perdão. No grande conflito, essa revelação de Seu caráter importa: a verdade não é um instrumento de domínio nas mãos do comunicador. Deus busca uma resposta responsável, e a resistência humana não torna falsa Sua misericórdia.
Em Cristo, vemos o alcance pleno do amor que busca reconciliar. Ele oferece a própria vida pelos pecadores e chama discípulos para testemunhar. Quem recebe esse evangelho pode transmiti-lo sem assumir o papel de salvador de outra pessoa. Podemos explicar com clareza, remover barreiras, servir com paciência e reconhecer que a consciência do outro não nos pertence.
O lugar que você ocupa nesse trabalho talvez envolva leitura pública, pesquisa, tradução, revisão, acolhimento ou uma conversa que ninguém verá. Pergunte qual necessidade está diante de você e qual contribuição consegue realizar com fidelidade. Baruque nos ajuda a perceber que um instrumento de escrita e uma voz disponível podem abrir caminho para uma mensagem maior que seu portador. O valor do serviço permanece quando o centro continua sendo Cristo.
Sete dias para participar — roteiro editorial
Este roteiro segue a organização digital do inVerse, de domingo, 1º de novembro, a sábado, 7 de novembro. A revista CPB identifica o período de estudo como 31 de outubro a 6 de novembro; a recapitulação é em 7 de novembro. As atividades abaixo são propostas próprias, não as tarefas transcritas da revista.
Domingo, 01/11 — Para que esta mensagem existe?
Leia Jeremias 36:1–3. Qual é o objetivo anunciado no verso 3? Escreva uma frase que reúna advertência e possibilidade de perdão. Use-a para avaliar se uma explicação sua sobre Deus apresenta também Sua iniciativa de restauração.
Segunda, 02/11 — Uma competência a serviço de alguém
Leia Jeremias 36:4–10. Qual necessidade Baruque atende porque Jeremias não pode atendê-la naquele momento? Ofereça uma ajuda delimitada a uma equipe: revisar uma página, preparar um texto ampliado ou organizar uma leitura. Combine a entrega e cumpra o que foi acordado.
Terça, 03/11 — Uma afirmação bem sustentada
Leia Eclesiastes 12:9–10 e Lucas 1:1–4. Que trabalho aparece antes da comunicação ao leitor? Escolha uma afirmação de um material que você está preparando e escreva sua razão bíblica. Peça a um parceiro que confira se a conclusão realmente corresponde à passagem.
Quarta, 04/11 — Ler sem condenar indevidamente
Leia Mateus 12:1–8. Como Jesus utiliza as Escrituras para corrigir a acusação? Recorde uma ocasião em que você julgou alguém sem entender a situação. Se for apropriado, procure essa pessoa para ouvir e corrigir a avaliação, sem exigir que ela revele o que prefere manter reservado.
Quinta, 05/11 — O limite do mensageiro
Leia 2 Coríntios 4:5–12 e Jeremias 36:19. Como serviço, fragilidade e proteção aparecem nesses textos? Examine uma história pessoal que você pretende compartilhar numa atividade da igreja. Confirme a autorização de quem é mencionado ou retire os detalhes identificáveis.
Sexta, 06/11 — Um recurso que pode ser utilizado
Leia a contribuição de Ellen White neste estudo e João 5:39–40. Como a investigação das Escrituras pode conduzir ao encontro com Cristo? Escolha um recurso bíblico já disponível e ainda pouco aproveitado por você. Use-o para aprofundar uma pergunta real, registrando a resposta encontrada e o que ainda precisa ser estudado.
Sábado, 07/11 — Escutar juntos
Leia Jeremias 15:15–18. A alegria de receber a Palavra convive com quais dificuldades do profeta? Na classe, compartilhe um aprendizado que exigiu esforço e escute a experiência de outra pessoa. A assimilação da mensagem inclui espaço para alegria, perguntas e dificuldades, sem competição espiritual.
Encontro de jovens — 45 minutos, proposta editorial
Objetivo: compreender o percurso da mensagem em Jeremias 36:1–19 e identificar uma contribuição fiel, acessível e respeitosa para a missão. Materiais: Bíblias, folhas e canetas; quem preferir pode participar oralmente. Não é necessário acesso à internet.
0–5 minutos — Quem torna possível?
Peça que o grupo mencione trabalhos discretos que permitem a realização de uma atividade da igreja. Não transforme o momento numa avaliação de voluntários. Apresente a ligação com Baruque e faça uma oração breve pelo estudo.
5–16 minutos — Acompanhar o percurso do rolo
Leiam Jeremias 36:1–19 em trechos. Numa folha, registrem a sequência: ordem de Deus, ditado de Jeremias, escrita e leitura de Baruque, relato de Micaías, escuta das autoridades. Para cada etapa, perguntem o que ela torna possível. Reservem o último minuto para localizar o propósito do verso 3.
16–26 minutos — Competência, autoria e confiança
Em duplas, comparem Jeremias 36:17–18 com Lucas 1:1–4. O que cada passagem revela sobre a produção do texto? Cada dupla apresenta uma semelhança e uma diferença. O orientador destaca que os processos são distintos, enquanto ambos envolvem responsabilidade por uma comunicação confiável.
26–36 minutos — Um caso com escolhas reais
Apresente o caso hipotético: a equipe quer publicar um testemunho com detalhes de um colega; ele permitiu contar a experiência numa conversa privada, mas não autorizou sua divulgação. Que autorização ainda falta? Que alternativa preserva o serviço sem expor a pessoa? Relacionem a discussão ao cuidado de Jeremias 36:19 e à humildade de 2 Coríntios 4.
36–42 minutos — Uma entrega possível
Planejem o desafio missionário abaixo. Escolham uma atividade em que seja possível acolher perguntas de visitantes. Definam quem receberá as perguntas, quem ajudará a estudá-las e quando será oferecido um retorno. A participação deve ser voluntária e compatível com o tempo de cada um.
42–45 minutos — Retornar ao propósito
Pergunte: como o verso 3 impede que a missão vire busca de visibilidade ou controle? Ouça duas respostas e encerre com oração. Não meça o valor dos participantes pela quantidade de tarefas assumidas.
Perguntas para conversar com a Bíblia aberta
1. O que muda em nossa compreensão da profecia quando percebemos o perdão como finalidade expressa em Jeremias 36:3?
2. Quais responsabilidades Baruque assume e quais não lhe pertencem? Como essa distinção ajuda uma equipe hoje?
3. Que diferença existe entre a escuta das autoridades e uma reação baseada apenas em rumores sobre o conteúdo?
4. De que maneira a pesquisa de Lucas questiona a ideia de que preparação intelectual e dependência de Deus competem entre si?
5. Por que o uso que Jesus faz da Escritura em Mateus 12 exige mais que repetir uma frase conhecida?
6. A partir de Jeremias 36:19, que cuidado concreto você proporia antes de divulgar uma experiência pessoal de alguém?
Desafio missionário — abrir espaço para a pergunta do visitante
Combinem com a equipe responsável por uma atividade da igreja um modo simples de receber perguntas bíblicas de visitantes: uma conversa ao final ou uma folha que possa ser entregue sem nome. Expliquem que ninguém precisa fornecer contato ou expor uma situação íntima. Organizem as perguntas por assunto e escolham uma para estudar com um orientador. No encontro seguinte, ofereçam uma resposta fundamentada e reconheçam o que ainda precisa de investigação. A contribuição da dupla é fazer a pergunta chegar a quem pode ajudar e garantir um retorno respeitoso, sem transformar a pessoa numa ilustração pública.
Oração
Jesus, ajuda-nos a reconhecer o lugar em que podemos servir à Tua mensagem. Dá-nos atenção para ouvir antes de responder, honestidade para preparar o que vamos dizer e coragem para agir sem depender de aplausos. Guarda-nos de pressionar pessoas em Teu nome. Ensina-nos a cuidar de quem está vulnerável e a usar nossas capacidades para abrir acesso à Tua Palavra. Que o perdão que recebemos de Ti apareça na maneira como tratamos os outros. Amém.
Fontes e notas de consulta
Consulta realizada em 29 de outubro de 2026. A Bíblia fundamenta a exposição; as referências institucionais abaixo documentam os dados da lição e as contribuições históricas identificadas.
1. CPB — edição de jovens, lição 6: Os escritos proféticos
Revista brasileira, páginas 51–59; inclui comUNIDADE de Jeder Zukovski.
Abrir fonte2. inVerse Bible Study Guide, lição 6: The Prophetic Writings
Week Six, November 1–7; Jeremiah 36:1–19; convite à escolha de passagem para memorizar.
Abrir fonte3. Ellen G. White — Fundamentals of Christian Education, capítulo 15
The Value of Bible Study, páginas 123–128 da edição inglesa; compilação de 1923, texto originalmente publicado na Review and Herald de 17/07/1888. PDF do White Estate disponibilizado pelo Centro White. Paráfrase editorial do inglês; não apresentada como tradução da CPB.
Abrir fonte4. Divisão Sul-Americana — subsídio para professores, lição 6
Material complementar do 4º trimestre de 2026. Página de distribuição publicada em 23/09/2026. Usado como apoio temático; não é uma edição adicional da revista de jovens.
Abrir fonte5. Associação Geral — 28 Crenças Fundamentais
Conferidos os fundamentos sobre Escrituras, Cristo, Espírito Santo, grande conflito, dons e dom de profecia, especialmente crenças 1 e 18.
Abrir fonteForam consultados o inVerse original e a revista CPB. Não foi utilizado um manual separado de professor para jovens. A contribuição de Ellen White é paráfrase editorial de um capítulo inglês conferido integralmente; a tradução portuguesa desse capítulo não foi apresentada como consultada. Os comentários do professor de adultos foram apoio complementar, sem substituir a edição dos jovens.
TEXTO ALTERNATIVO DA CAPA
Capa da Escola Sabatina de jovens, lição 6, Os escritos proféticos: dois jovens leem uma Bíblia em ambiente de estudo à direita; título branco e dourado sobre azul-marinho à esquerda, com período de 31 de outubro a 6 de novembro de 2026 e assinatura da Rádio Novo Tempo Professor Souza.
Rádio Novo Tempo Professor Souza • Escola Sabatina • 4º trimestre de 2026
