RÁDIO NOVO TEMPO PROFESSOR SOUZA
ESCOLA SABATINA • ADULTOS • LIÇÃO 6
TÍTULO OFICIAL DA LIÇÃO
Os escritos proféticos
ESTUDO AUTORAL DA RÁDIO
Escrita para sustentar a esperança
Como os escritos proféticos formam uma comunidade que persevera, discerne e acolhe em Cristo.
31 de outubro a 6 de novembro de 2026
Este suplemento autoral acompanha a lição oficial. O mapa e a síntese apresentam a fonte; as seções identificam o desenvolvimento bíblico e as aplicações editoriais. Roteiro, plano de classe, perguntas, desafio e oração foram preparados para esta edição.
DADOS CONFERIDOS DA SEMANA
Trimestre: O dom de profecia.
Título original: The Prophetic Writings.
Recapitulação: sábado, 7 de novembro de 2026.
Verso para memorizar: Romanos 15:4 (referência oficial).
Mapa dos eixos da lição
Síntese de fonte. Os títulos abaixo identificam a organização oficial; as leituras indicadas situam os eixos desenvolvidos neste suplemento.
31/10 • Os escritos proféticos
Romanos 15:1–7; esperança e acolhimento
01/11 • O chamado para escrever
Êxodo 17:8–16; memória para quem liderará depois
02/11 • Gêneros e estilos literários
Isaías 13:1–13; Jeremias 2:4–13; juízo contra orgulho e infidelidade
03/11 • Assistentes literários
Romanos 16:22; 2 Tessalonicenses 2:2; 3:17; autoria e autenticação
04/11 • Fontes literárias
Lucas 1:1–4; Judas 14–15; seleção não canoniza fonte inteira
05/11 • Mensagem divina e imperfeições humanas
2 Coríntios 4:1–12; poder do evangelho e recusa da adulteração
06/11 • Os escritos de Ellen White
Carta 61a, 1900; compilação e autoria; Romanos 15:7
SÍNTESE DA LIÇÃO
A lição examina o registro da revelação, a diversidade literária, os assistentes, as fontes e a atuação de mensageiros humanos. O estudo editorial desenvolve a finalidade indicada por Romanos 15:4: uma esperança que persevera e edifica a comunidade à luz de Cristo.
Uma esperança que aprende a acolher
Uma comunidade pode conservar Bíblias em todas as salas e, ainda assim, perder a paciência com as pessoas que precisa ajudar. Pode admirar a coragem dos profetas e ressentir-se quando a Palavra questiona uma decisão sua. Existe uma distância entre guardar um livro e ser formado por sua mensagem. Romanos 15:4, o verso para memorizar desta semana, nos convida a examinar justamente essa distância.
Paulo relaciona os escritos antigos ao ensino, à perseverança, à consolação e à esperança. Ele faz isso enquanto orienta cristãos que precisavam aprender a conviver. A Escritura atravessou gerações para formar uma vida compartilhada diante de Deus. Seu valor não termina na informação que conseguimos acumular sobre sua composição.
O caminho deste estudo parte dessa finalidade. Examinaremos por que Deus mandou escrever, como diferentes formas literárias comunicam Sua vontade e de que maneira assistentes e fontes participaram desse trabalho. A pergunta que nos acompanhará é concreta: que tipo de igreja nos tornamos quando recebemos com seriedade a Palavra preservada para nós?
1. Romanos 15: a esperança nasce dentro de uma conversa difícil
Exegese e contexto bíblico. Romanos 14 trata de divergências sobre alimentos e dias, com advertências contra desprezar ou julgar o irmão. No início do capítulo 15, Paulo dirige-se aos que se consideram fortes e lhes atribui uma responsabilidade: suportar as fraquezas dos outros, buscando seu bem e sua edificação. A capacidade de argumentar não dispensa a disposição de servir.
O fundamento aparece no verso 3. Cristo não viveu para agradar a Si mesmo. Paulo aplica a Ele o Salmo 69:9, um texto sobre afrontas sofridas por causa de Deus. Em seguida, explica por que uma passagem antiga participa de sua orientação presente: os escritos anteriores continuam ensinando e sustentando a esperança. Essa utilização do salmo une interpretação e discipulado. A igreja aprende sobre Cristo e é chamada a assumir a direção de Seu serviço.
O movimento continua nos versos 5 a 7. O Deus que concede perseverança e consolação capacita os cristãos a glorificá-Lo juntos. O acolhimento mútuo deve corresponder ao acolhimento recebido de Cristo. Assim, a esperança bíblica não significa apenas imaginar um futuro melhor. Ela produz resistência ao desânimo e disposição para edificar pessoas enquanto aguardamos a restauração prometida.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Imagine uma reunião de igreja em que todos defendem a boa qualidade de um projeto, mas ninguém considera quem ficará sobrecarregado para executá-lo. Ler Romanos 15:1–7 pede mais que acrescentar uma oração à decisão. Pede perguntar quais responsabilidades os mais capazes podem assumir para que os demais sejam fortalecidos. A autoridade da Escritura alcança a distribuição do trabalho, o tom da conversa e o tratamento de quem discorda.
2. Escrever é cuidar de quem virá depois
Exegese e contexto bíblico. Em Êxodo 17:8–16, Israel enfrenta Amaleque. Josué atua no combate; Moisés permanece no monte, acompanhado por Arão e Hur. O relato distribui a participação humana e atribui ao Senhor o significado da vitória. A ordem de registrar o acontecimento e comunicá-lo a Josué, no verso 14, impede que a experiência se dissolva numa lembrança vaga ou numa história de autossuficiência.
O registro alcança alguém que terá responsabilidades futuras. Josué precisa conhecer a realidade da oposição e a fidelidade de Deus. A memória escrita serve à continuidade da aliança. Esse episódio específico não autoriza cristãos a identificar adversários pessoais como Amaleque ou a transferir automaticamente uma ordem de guerra para conflitos atuais. Seu contexto histórico precisa permanecer visível quando extraímos aplicações.
Jeremias 36:2–3 acrescenta outra finalidade. As mensagens de anos anteriores devem ser reunidas num rolo para que Judá ouça, abandone seus caminhos maus e receba perdão. A advertência escrita é uma iniciativa de misericórdia em meio à infidelidade. Deus torna Sua mensagem novamente acessível; o registro oferece uma oportunidade de resposta.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Quem encerra uma responsabilidade na igreja pode deixar ao sucessor apenas uma lista de tarefas ou também um relato honesto das decisões, das necessidades atendidas e dos erros que exigem cuidado. Esse registro local não possui inspiração bíblica. Entretanto, pode expressar a responsabilidade aprendida com a Escritura: preservar uma memória útil, sem construir culto à personalidade nem expor confidências. Uma comunidade amadurece quando o próximo trabalhador recebe conhecimento, e não apenas cobranças.
3. O gênero literário orienta a maneira de ouvir
Exegese e contexto bíblico. Isaías 13:1 identifica uma mensagem referente à Babilônia. O capítulo utiliza imagens intensas de juízo e explicita, no verso 11, o confronto de Deus com a maldade e a arrogância. A linguagem cósmica dos versos 10 e 13 amplia a gravidade da intervenção divina. Para compreendê-la, começamos pelo destinatário e pelo argumento da passagem, antes de procurar correspondências com notícias contemporâneas.
O próprio texto ajuda a disciplinar nossa leitura. A denúncia da soberba impede que o estudo seja reduzido a uma disputa por datas. O anúncio de juízo declara que o poder opressor não está fora do alcance de Deus. A linguagem profética exige reconhecer suas imagens sem dissolver a realidade moral e histórica que elas comunicam. Poesia não significa ausência de verdade; significa que a verdade chega também por comparação, paralelismo e intensidade expressiva.
Jeremias 2:4–13 utiliza outra forma. O Senhor expõe a infidelidade de um povo que recebeu Sua condução e depois O abandonou. A comparação entre uma fonte de água viva e reservatórios rachados torna perceptível a insensatez dessa troca. No contexto da acusação da aliança, o problema envolve lealdade, memória e adoração. O leitor precisa acompanhar essa argumentação para entender a força da figura.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Ao preparar uma classe sobre profecia, reserve tempo para localizar o povo interpelado, a conduta denunciada e a esperança ou advertência apresentada. Uma explicação que exige longas conjecturas sobre o presente, mas ignora a denúncia explícita de orgulho, já perdeu uma prioridade do texto. A fidelidade inclui deixar que o profeta determine o assunto principal da conversa.
4. A mensagem tem autoridade; o colaborador merece cuidado
Exegese e contexto bíblico. Romanos 16:22 contém a saudação de Tércio, que escreveu a carta. A abertura identifica Paulo e sua missão apostólica; o encerramento permite enxergar quem participou da redação material. Reconhecer esse colaborador não divide a autoridade da mensagem nem transforma a carta em um texto anônimo. Mostra uma atividade concreta por meio da qual ela chegou à comunidade.
A assinatura de próprio punho em 2 Tessalonicenses 3:17 acrescenta uma questão importante: autenticidade. Em 2 Tessalonicenses 2:2, Paulo havia mencionado a possibilidade de uma carta atribuída indevidamente aos apóstolos causar perturbação. O sinal pessoal no encerramento ajuda os leitores a reconhecer a procedência da comunicação. Confiança e verificação caminham juntas dentro da própria correspondência apostólica.
A lição também apresenta a possibilidade de auxiliares explicarem diferenças de estilo em certas cartas. O comentário adventista reproduzido no guia trata dessa possibilidade; não devemos transformá-la numa identificação documental de todos os secretários, pois os textos não fornecem todos esses nomes. É melhor preservar o que está demonstrado e reconhecer os limites do que pode ser reconstruído.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Na igreja, às vezes uma orientação correta é desconsiderada porque foi transmitida por alguém sem cargo de destaque. Outras vezes, uma afirmação é aceita apenas porque acompanha o nome de uma pessoa admirada. O caso de Tércio nos ensina a respeitar o trabalho discreto; o de Tessalônica nos ensina a conferir atribuições. Antes de circular uma declaração, localize a publicação e verifique se ela realmente corresponde ao autor indicado.
5. Pesquisar e selecionar podem fazer parte da fidelidade
Exegese e contexto bíblico. Lucas 1:1–4 apresenta relatos anteriores, testemunhas, investigação e organização. O destinatário deveria alcançar segurança acerca do ensino recebido. Lucas revela seu método porque deseja oferecer um relato confiável sobre acontecimentos. A atuação do Espírito não torna desnecessário o trabalho de examinar informações e apresentá-las de maneira ordenada.
Esse detalhe corrige uma expectativa comum: imaginar que a origem divina da Escritura exige a ausência de qualquer fonte humana. A Bíblia permite observar tanto revelações diretas quanto pesquisa e seleção. Em Neemias 7:5, por exemplo, o encontro de um registro genealógico participa da organização do povo. O documento é utilizado num argumento histórico específico, com função identificável.
Judas 14–15 traz uma questão adicional, discutida na lição: a relação da passagem com uma tradição preservada em 1 Enoque. O uso de determinada formulação não confere autoridade canônica a tudo o que aparece na obra de onde ela possa ter sido tomada. Devemos avaliar o emprego que Judas faz do material no argumento de sua carta. Citar uma fonte e endossar integralmente seu conteúdo são atos diferentes.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Um professor pode encontrar uma boa explicação num autor com quem não concorda em outros pontos. O uso responsável exige reconhecer a fonte, examinar a afirmação e submetê-la à Escritura. Para nossos textos atuais, valem também as regras de atribuição e os direitos autorais. O processo literário antigo não deve ser usado como desculpa para copiar materiais contemporâneos sem reconhecimento ou para apresentar pesquisa alheia como própria.
6. O tesouro não pertence ao vaso
Exegese e contexto bíblico. A imagem de 2 Coríntios 4:7 ganha precisão quando lemos os versos anteriores. Paulo renuncia à desonestidade e à adulteração da Palavra; proclama Jesus Cristo como Senhor; descreve o conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Esse é o tesouro transportado por mensageiros frágeis. Nos versos seguintes, a pressão, a perseguição e o sofrimento deixam evidente sua vulnerabilidade.
A metáfora fala primeiramente do ministério e de seus portadores. Ela não foi escrita como uma explicação técnica sobre todas as variantes de manuscritos ou sobre cada dificuldade histórica da Bíblia. A lição a utiliza para iluminar a relação entre mensagem divina e instrumentos humanos. Esse uso é proveitoso quando preservamos o contexto: o poder que mantém o evangelho não deriva da autossuficiência do mensageiro.
Por isso, reconhecer a humanidade dos escritores não autoriza tratar como descartável o que a Escritura ensina. A mesma passagem que apresenta os vasos frágeis condena manipular a mensagem. As crenças fundamentais adventistas reconhecem a Bíblia como revelação confiável e autoridade suprema para a fé. Questões de interpretação, tradução ou transmissão devem ser examinadas com trabalho sério e humildade, sem respostas fabricadas para encerrar a conversa.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Um relatório missionário pode reconhecer o esforço realizado sem inflar resultados ou esconder dificuldades. Contar visitas não é o mesmo que contar pessoas diferentes, e relatar interesse não equivale a relatar uma decisão. A distinção parece administrativa, mas corresponde à recusa de adulterar o que transmitimos. A fragilidade do serviço pode ser reconhecida com gratidão; a grandeza de Deus dispensa uma propaganda que ultrapasse os fatos.
7. Ellen White e o trabalho de reunir uma mensagem
ELLEN G. WHITE • CONTEXTO E FONTE
Contribuição histórica de fonte — paráfrase, não citação literal. No rascunho da Carta 61a, de 23 de abril de 1900, dirigido a G. A. Irwin, Ellen White explicou que Marian Davis reunia seus artigos e cartas e localizava materiais úteis à preparação dos capítulos. A autoria das mensagens permanecia com Ellen White; a organização dos materiais era uma contribuição valiosa da assistente. O documento distingue esse trabalho de alegações de que outra pessoa teria produzido seus livros. O trecho também aparece em Selected Messages, livro 3, páginas 91–92 da edição inglesa.
Norma J. Collins, em texto do White Estate, distingue as compilações preparadas durante a vida da autora daquelas organizadas posteriormente. Nas compilações póstumas, títulos de seção, notas e arranjos editoriais precisam ser distinguidos das palavras de Ellen White. Essa explicação institucional ajuda o leitor a voltar à fonte de cada passagem.
DA LEITURA À VIDA
Aplicação editorial. Ao usar uma compilação numa classe, leia a referência apresentada depois do trecho e observe a situação original. Um conselho dirigido a um problema específico pode ensinar um princípio duradouro, mas sua aplicação precisa ser demonstrada. Esse cuidado honra o dom profético e protege as pessoas contra usos arbitrários de frases isoladas. O testemunho de Ellen White conduz à Escritura; não substitui sua função normativa nem amplia o cânon bíblico.
8. Receber a Palavra inclui receber quem ela nos manda amar
Síntese teológica e aplicação editorial. O grande conflito envolve a disputa sobre a confiabilidade e o caráter de Deus. A Escritura preserva o testemunho de Seus atos e desmascara pretensões humanas de autonomia. Ao mesmo tempo, sua mensagem converge para Cristo, que oferece reconciliação mediante Seu sacrifício e sustenta a esperança da restauração. O estudo da composição bíblica encontra seu propósito quando nos ajuda a escutar esse Senhor com maior fidelidade.
Voltemos a Romanos 15. A pessoa acolhida por Cristo é chamada a acolher; a pessoa consolada pelas Escrituras é chamada a perseverar na edificação do próximo. Isso alcança o membro que precisa de mais tempo para compreender, o trabalhador que não consegue acompanhar todas as atividades e o visitante que ainda não conhece nosso vocabulário. Aprender a transmitir bem a mensagem inclui remover obstáculos que nós mesmos criamos.
Escolha uma decisão comunitária que está diante de você. Antes de defendê-la novamente, examine quem será fortalecido, quem será sobrecarregado e de que modo o exemplo de Cristo modifica sua participação. O fruto esperado não é unanimidade artificial. É uma comunidade que pode reconhecer limites, assumir responsabilidades e glorificar a Deus em conjunto, sustentada por uma esperança que recebeu, e não inventou.
Roteiro devocional — sete dias de prática editorial
As propostas abaixo acompanham os dias da edição de adultos, de 31 de outubro a 6 de novembro. Leituras, perguntas e ações foram elaboradas para este estudo.
Sábado, 31/10 — Esperança que edifica
Leia Romanos 15:1–7. Que relação Paulo estabelece entre o exemplo de Cristo, as Escrituras e o acolhimento? Escolha uma responsabilidade que você pode assumir para aliviar alguém da comunidade. Defina a ajuda e ofereça-a sem anunciar publicamente a necessidade da pessoa.
Domingo, 01/11 — Uma memória útil
Leia Êxodo 17:8–16. Por que Josué precisava ouvir o registro do acontecimento? Prepare uma nota de transição sobre uma tarefa pela qual você responde: objetivo, aprendizado e cuidado necessário. Entregue-a ao colaborador envolvido, preservando dados confidenciais.
Segunda, 02/11 — O que o profeta denuncia?
Leia Isaías 13:1–13. Quais condutas são explicitamente alcançadas pelo juízo do verso 11? Escreva uma explicação de duas frases que preserve o assunto do texto e dispense especulações sobre personagens atuais. Verifique se sua explicação confronta também a arrogância do próprio leitor.
Terça, 03/11 — Uma atribuição verificável
Leia Romanos 16:22 e 2 Tessalonicenses 2:2; 3:17. Como autoria e colaboração aparecem nesses textos? Ao encaminhar uma orientação de trabalho, esclareça se ela é uma sugestão sua, uma decisão coletiva ou uma instrução oficial. Confirme a redação com o responsável antes de atribuir a ele uma determinação.
Quarta, 04/11 — Examinar antes de ensinar
Leia Lucas 1:1–4 e Neemias 7:5. Qual serviço as fontes prestam aos destinatários? Escolha uma informação histórica presente em sua próxima exposição e consulte sua fonte. Anote o que foi confirmado e o que continua sendo hipótese.
Quinta, 05/11 — Fragilidade e integridade
Leia 2 Coríntios 4:1–12. O que Paulo se recusa a fazer, mesmo sob pressão? Identifique uma área em que você tem exagerado resultados para parecer competente. Ajuste a informação apresentada às pessoas envolvidas, com clareza e sem transferir a culpa.
Sexta, 06/11 — Um texto em seu lugar
Leia Romanos 15:4–7 e a seção histórica deste estudo. Que benefício há em distinguir palavras de um autor e títulos acrescentados por editores? Confira a referência original de um trecho de Ellen White que você utiliza com frequência. Registre a situação a que ele respondia e uma aplicação que respeite esse contexto.
Plano de classe — 45 minutos, proposta editorial
Objetivo: relacionar a finalidade dos escritos proféticos à esperança em Cristo e praticar uma transmissão responsável, reconhecendo gêneros, colaboradores e fontes. Materiais: Bíblias, papel e uma cópia deste roteiro. A classe pode realizar as atividades oralmente se alguém tiver dificuldade de leitura.
0–5 minutos — Abertura e problema concreto
Pergunte: em que uma informação preservada por outra pessoa já ajudou você a assumir uma responsabilidade? Ouça duas respostas curtas, apresente o objetivo e ore pedindo disposição para aprender. Evite transformar a abertura em relatos longos.
5–15 minutos — O argumento de Romanos 15
Leiam Romanos 15:1–7. Peça à classe que identifique quatro elementos: responsabilidade dos fortes, exemplo de Cristo, função das Escrituras e acolhimento. Pergunte por que Paulo inclui o verso 4 nessa conversa. Construa a resposta a partir das conexões entre os versos.
15–27 minutos — Três equipes, três responsabilidades
Uma equipe lê Êxodo 17:14; outra, Romanos 16:22 e 2 Tessalonicenses 3:17; outra, Lucas 1:1–4. Cada equipe responde: o que é preservado ou transmitido, quem participa e qual benefício chega ao destinatário? Reserve seis minutos para leitura e seis para relatos de dois minutos por equipe.
27–37 minutos — Caso para discernimento
Apresente a situação hipotética: uma recomendação pessoal sobre horários de atendimento foi encaminhada como se fosse decisão da comissão; os voluntários já estão reorganizando sua semana. Pergunte como conferir o registro, corrigir a atribuição e comunicar o esclarecimento. Relacionem a atividade à autenticação apostólica, preservando a diferença entre uma decisão administrativa e a autoridade da Escritura.
37–43 minutos — Esperança em forma de serviço
Retomem Romanos 15:7. Escolham uma barreira concreta ao acesso à Bíblia em sua comunidade e uma ação possível para removê-la. Definam responsáveis voluntários e uma data para verificar a entrega, sem divulgar nomes de pessoas atendidas sem consentimento.
43–45 minutos — Encerramento
Cada participante completa, mentalmente ou em uma frase, “Receber esta Palavra me chama a…”. O professor conclui com oração ligada ao serviço escolhido, sem pedir exposição pública de dificuldades pessoais.
Perguntas para uma discussão fundamentada
1. Se Romanos 15:4 fosse retirado de seu contexto, que dimensão de sua esperança poderíamos deixar de perceber?
2. Por que a ordem de comunicar o registro a Josué impede uma leitura individualista de Êxodo 17?
3. Como o argumento de Isaías 13 ajuda a avaliar interpretações proféticas que impressionam, mas não tratam do orgulho humano?
4. Qual é a diferença entre conferir a autenticidade de uma mensagem e rejeitá-la por preconceito contra seu portador?
5. Que limites precisam ser respeitados quando uma fonte externa é utilizada para explicar um texto bíblico?
6. Como a fragilidade descrita em 2 Coríntios 4 pode estimular honestidade, em vez de justificar descuido?
Desafio missionário — tornar a leitura possível
Identifique, com discrição, uma pessoa que deseja conhecer a Bíblia e encontra uma barreira concreta: letras pequenas, dificuldade visual, isolamento ou falta de alguém que leia com ela. Pergunte qual formato lhe serviria melhor. Providencie uma edição adequada, áudio autorizado ou leitura presencial consentida. Acompanhe uma passagem completa e deixe que a pessoa escolha a continuidade. O resultado verificável é o acesso facilitado, não uma promessa de decisão religiosa imediata.
Oração
Senhor, nós Te agradecemos pela Palavra que chegou até nós através de tantas gerações. Ensina-nos a receber sua correção e sua consolação. Cura nossa pressa de vencer conversas e dá-nos disposição para fortalecer quem caminha ao nosso lado. Que a fragilidade dos Teus servos nos torne humildes, e que a firmeza do Teu amor nos faça perseverar. Conduze nossas decisões pelo exemplo de Jesus e abre, por nosso serviço, caminhos para que outras pessoas também escutem Tua mensagem. Em nome de Cristo, amém.
Fontes e notas de consulta
Consulta realizada em 29 de outubro de 2026. A Bíblia fundamenta a exposição; as referências institucionais abaixo documentam os dados da lição e as contribuições históricas identificadas.
1. CPB — edição de adultos, lição 6: Os escritos proféticos
Texto do aluno e comentários do professor, 4º trimestre de 2026.
Abrir fonte2. Adult Bible Study Guide — Teachers Edition, lição 6: The Prophetic Writings
Texto do aluno e comentários do professor, 4º trimestre de 2026.
Abrir fonte3. Ellen G. White Estate — recursos da lição 6
Curadoria sobre o processo de escrita. A indicação de um livro nessa página não significa que sua edição integral foi consultada.
Abrir fonte4. Norma J. Collins — Compilations—What They Are and What They Are Not
White Estate, maio de 1995, atualizado em dezembro de 2001. Inclui o trecho da Carta 61a, 1900 sobre Marian Davis, também publicado em Selected Messages 3:91–92. Exposição histórica institucional, distinta das palavras de Ellen White nela reproduzidas.
Abrir fonte5. Divisão Sul-Americana — subsídio para professores, lição 6
Material complementar do 4º trimestre de 2026. Página de distribuição publicada em 23/09/2026. Usado como apoio temático; não é uma edição adicional da revista de jovens.
Abrir fonte6. Associação Geral — 28 Crenças Fundamentais
Conferidos os fundamentos sobre Escrituras, Cristo, Espírito Santo, grande conflito, dons e dom de profecia, especialmente crenças 1 e 18.
Abrir fonteForam lidos os guias oficiais de adultos, incluindo comentários do professor, e os excertos do Comentário Bíblico Adventista neles reproduzidos. Não se declara leitura integral dos volumes do comentário. A contribuição de Ellen White foi apresentada por paráfrase, com localização histórica; não há citação traduzida apresentada como redação da CPB.
TEXTO ALTERNATIVO DA CAPA
Capa da Escola Sabatina de adultos, lição 6, Os escritos proféticos: mulher compara Bíblias abertas à direita; título branco e dourado sobre azul-marinho à esquerda, com período de 31 de outubro a 6 de novembro de 2026 e assinatura da Rádio Novo Tempo Professor Souza.
Rádio Novo Tempo Professor Souza • Escola Sabatina • 4º trimestre de 2026
